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Se tem um assunto que pode mexer com a autoestima é esse, a perda de cabelo…
Diariamente, podemos perder até 100 fios de cabelo, sendo um número considerado normal. A partir disso, devemos procurar um médico para avaliar o quadro.
Apesar da alopecia ou queda de cabelo atingir mais o público masculino, o feminino não está imune. No entanto, isso acontece com algumas diferenças.

Nos homens, pode iniciar com a puberdade, embora os sintomas fiquem mais evidentes a partir dos 40 anos. Já nas mulheres, são poucas as que irão sofrer de queda a partir da adolescência, sendo mais comum que aconteça na menopausa, com as alterações hormonais, ou em mulheres que têm síndrome do ovário policístico, independentemente da idade.
Os locais também são diferentes nos dois sexos, enquanto nos homens é mais comum nas áreas frontais e na parte de trás da cabeça, nas mulheres pode iniciar no topo e deixar a cabeça toda com menos fios, de forma mais homogênea.

As causas são variadas, podem ser uso de medicamentos – como os anticoagulantes, os para equilibrarem a pressão arterial, os quimioterápicos, os anticoncepcionais, entre outros – bem como o estresse físico ou emocional, uso de produtos químicos – como escovas progressivas ou tinturas -, doenças como tireoide, lúpus ou anemia, dentre outras reações hormonais do pós-parto, má alimentação, menopausa, herança genética, micoses, excesso de vitamina A e a tricotilomania.
A tricotilomania é uma doença em que a pessoa sente vontade constante e incontrolável de puxar os cabelos. Geralmente, quem sofre dessa condição faz de forma inconsciente, durante alguma atividade. A tricotilomania tem cura e precisa de acompanhamento médico. Os sinais podem ser especialmente a queda de cabelo no topo da cabeça com falhas em círculos únicos ou múltiplos. Perda completa ou não de pelos do corpo, sobrancelhas ou cílios, falhas na barba… Fios de cabelos quebrados, vermelhidão, coceira e inchaço, fios mais finos.

Voltando às alopecias, o diagnóstico é feito por um médico dermatologista, que analisa a saúde dos fios e do couro cabeludo e assim especificará o tipo. De acordo com o resultado, será ainda indicado o melhor tratamento. Existem exames que auxiliam no diagnóstico, como a dermatoscopia ou a tricoscopia digital.

São mais de dez tipos de alopecias, conheça os principais:

  • Alopecia Areata – causa desconhecida, seu sintoma é a queda de cabelo em pedaços. É subdividida em:

Alopecia areata em placa única ou unifocal: caracterizada por somente uma placa (falha) redonda ou ovalada.

Alopecia areata em placas múltiplas ou multifocal: caracterizada por várias placas (falhas).

Alopecia areata total: quando corre a perda total dos pelos do couro cabeludo, sem ter afetado os restantes dos pelos do corpo.

Alopecia areata universal: quando há a perda total dos pelos do corpo, ou seja, couro cabeludo, cílios, supercílios, barba, bigode, axilas e ainda das áreas genitais.

  • Alopecia Androgenética –  possui causas genéticas.
  • Alopecia difusa ou eflúvio telógeno crônico – relacionada à doença severa, stress emocional, convulsão febril ou até partos.
  • Alopecia Cicatricial: provocada por queimaduras químicas, físicas ou por quimioterapia. Cito a Alopecia Fibrosante Frontal, bem comum, sendo uma inflamação causada por linfócitos que acontece no folículo piloso (raiz do pelo), sem causas confirmadas. Porém, por ser mais comum em mulheres pós menopausa, acredita-se que a mudança hormonal possa ser uma das razões da condição.
  • Alopecia mecânica: causada por procedimentos químicos como alisamentos.
  • Alopecia traumática ou por tração: causada, por exemplo em pessoas que fazem tranças puxando muito os fios, rabos de cavalo apertados, ou pelo uso constante de secadores de cabelo, chapinhas, etc.

O tratamento vai depender do tipo apresentado. Alguns casos, como no genético, o problema pode persistir e em outros o cabelo pode voltar a crescer e evitar quedas futuras.
Os tratamentos contam com os medicamentos e podem incluir a terapia com laser, microagulhamento, transplante capilar e implantes capilares.
Alguns dos medicamentos são bem populares como a finasterida, que ajuda exclusivamente os casos de calvície hereditária, o minoxidil e o Pantogar.
Mas lembre-se: nunca se automedique e sempre procure o médico dermatologista para indicar o melhor tratamento de acordo com seu caso e condições clínicas.

Algumas dicas podem ajudar a você a conviver com a alopecia, bem como retardar ou evitar o surgimento, tais como: evitar o estresse através de atividades físicas, melhora da alimentação (mantê-las rica em Omega 3, vitamina B6 e B12), proteja sua cabeça dos raios solares com chapéus ou lenços; hidrate seus cabelos com produtos específicos de boa qualidade; evite químicas; use escovas de cerdas naturais, etc.

Caso perceba manchas ou qualquer mudança, como aumento na queda dos fios, agende uma consulta com especialista imediatamente. Quanto mais cedo tratar, melhor!

Conte comigo.

Dra. Natiara Magolbo