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O mês de dezembro foi instituído como mês de combate ao câncer desde 2014, pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O tema da campanha deste ano está dando continuidade ao de 2017: “SE EXPONHA, MAS NÃO SE QUEIME”.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) a cada ano são registrados 135 mil novos casos e o de pele responde por 25% de todos os diagnósticos de tumores malignos no Brasil.

Ele é caracterizado por um crescimento anormal e descontrolado das células que compõe a pele. Sua principal causa é a exposição à luz solar e os tipos são definidos pelas células que são afetadas, a saber:

Carcinoma basocelular (CBC) – mais comum entre os cânceres, surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme. Tem baixa letalidade e pode ser curado com diagnóstico precoce.

Carcinoma espinocelular (CEC) – manifesta-se nas células escamosas, que constituem a camada espinhosa, que é a maior camada da epiderme. É o segundo que mais prevalece dentro de todos os tipos de câncer, além de ser o mais comum em homens. A pele normalmente apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda da elasticidade.

Melanoma – é o tipo menos frequente e tem origem nos melanócitos, células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele. Costuma ter a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou preto. Pode aparecer em qualquer idade. Desenvolve-se nas camadas mais superficiais da pele, o que facilita a remoção cirúrgica e a cura do tumor. Mas nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, aumentando assim a chance de metástase e reduzindo as possibilidades de cura.

O câncer de pele é raro em crianças e negros e surgem geralmente após os 40 anos. A doença acomete mais pessoas que se queimam com facilidade, deixando a pele vermelha e sensível.

Pessoas de peles claras ou com doenças cutâneas tem maior probabilidade de serem atingidas por essa doença, assim como fatores genéticos e exposição solar sem proteção em momentos inadequados. A radiação solar tem efeito cumulativo, portanto ela pode surgir após vários anos de exposição solar. A radiação mais prejudicial é a dos raios ultravioletas ou raios UV. Alguns cuidados podem ajudar na prevenção como:

  • Uso de protetor solar 15 minutos antes de se expor ao sol;
  • Evitar exposição entre 10 e 16 horas;
  • Protetores com fatores acima de 30 contra raios UVA e UVB;
  • Reaplique o protetor a cada duas horas;
  • Utilize roupas com fatores de proteção UV, bonés, chapéus;
  • Use fatores de proteção mesmo à sombra;
  • Use protetor para os lábios.

É importante ressaltar que quando diagnosticado precocemente pode ser tratado e até mesmo curado. Observe regularmente a própria pele. Em caso de novos sinais, pintas, manchas ou feridas suspeitas, procure sempre um dermatologista. Cuide de você e da sua saúde!