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O que você sabe sobre queloide? Quando lesionamos a pele, seja por machucados, queimaduras ou cirurgias, logo em seguida se inicia o processo de cicatrização para reparar o trauma sofrido. Assim, as células como os fibroblastos começam a se reproduzir para que um novo tecido se forme e feche a ferida. Porém, em algumas pessoas não ocorre dessa forma.

No decorrer desse processo, acontece um auto estímulo dos fibroblastos, assim surge uma cicatriz que ultrapassa os limites da ferida.  É uma alteração benigna, portanto, sem risco para a saúde. Pode afetar os dois sexos igualmente, embora existe uma incidência em mulheres. Pessoas com pigmentação mais escura, negros e asiáticos são mais propensos. O queloide pode ocorrer mesmo após meses após uma cirurgia, com mais frequência nos locais como tórax, ombro, orelhas.

Durante o processo de cicatrização algumas medidas podem ser tomadas para evitar a formação dessas cicatrizes indesejáveis. A aplicação de placas de silicone e géis com substâncias reparadoras, podem auxiliar na cicatrização. Porém, essas medidas não garantem a total prevenção da marca.

Em alguns casos, se a cicatrização se torna difícil, entre os tratamentos usados tem-se a infiltração de medicamentos específicos, como corticoesteroides.  Às vezes, a remoção cirúrgica é uma possibilidade, levando em conta os fatores que originaram o primeiro queloide ainda estão ativos e, portanto, a recidiva é um fator a ser considerado.

Os queloides surgem em 5% a 15% das feridas cirúrgicas, apesar de benignos, tendem a recidivar mesmo depois de serem removidas por cirurgia. Para evitar a recorrência, existem tratamentos preventivos como a Betaterapia (tipo de Radioterapia), que pode ser realizada até 48 horas após a cirurgia. Existem fatores genéticos relacionados com tendência a formar queloides, qualquer lesão que possa causar cicatriz pode levar a sua formação.

É importante ressaltar que o diagnóstico precoce do queloide é importante para garantir o tipo de tratamento e sua eficácia. Certos procedimentos também podem ajudar a melhorar a cicatriz, como a luz pulsada e os lasers para melhorar o aspecto avermelhado e vasinhos sobre a cicatriz. Atualmente, tem-se falado até mesmo de aplicação de toxina botulínica para evitar cicatriz indesejada, como as cicatrizes hipertróficas, o mecanismo de ação ainda está em estudo.  As inovações para melhorar e tratar queloides são constantes, procure o dermatologista para melhor indicação para o seu caso!