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O melasma se caracteriza por manchas escuras na pele que acomete áreas expostas da pele, principalmente na face, nas regiões frontal e malar, que surge na idade adulta em homens e mulheres. As manchas apresentam-se como um quadro crônico e diversos fatores relacionados, sendo questões genéticas uma das mais importantes.

A causa do melasma ainda não está bem esclarecida, porém é mais frequente em mulheres, os homens apresentam-se como menos que 20% dos casos. Grupos considerados de maior risco para o melasma são indivíduos de fototipo mais alta (pele morena, negra), mulheres grávidas ou em uso de anticoncepcional. Outro fator importante é a exposição aos raios UV e a luz visível (lâmpadas e aparelhos eletrônicos) estimulam as células da pele (melanócitos) ficarem mais ativas e mancharem a pele.

A profundidade em que se localiza o pigmento (mancha escura) na pele determina o tipo de melasma, que é classificado de acordo com características clínicas, que pode ser epidérmico, mais superficial, responde melhor ao tratamento, dérmico, mais profundo, seu tratamento é mais difícil ou misto. Esta classificação tem importância para definir o tipo de tratamento e o prognóstico.

O tratamento do melasma visa o clareamento das lesões e a prevenção e redução da área afetada, com o menor número de efeitos adversos. Existem diversos agentes utilizados para o tratamento do melasma, porém é fato que o uso do protetor solar na quantidade correta e frequência de aplicação a cada 2 horas contribuiu muito para o clareamento.

Até agora o creme mais utilizado e com maior eficácia para o clareamento da pele foi o composto de tretinoína (uma ácido), fórmula tríplice com hidroquinona (um potente clareador) e corticoide tópico. Os ácidos azelaico, tranexâmico, kójico, niacinamida, arbutin são ativos clareadores que podem ser combinados, a critério do médico.

Nos períodos de alta índice UV sabemos que os antioxidantes orais, como o polypodium leucotomas tem relevância científica para ser associado ao tratamento.

Novos tratamentos estão em estudo, atualmente a grande aposta para clarear as manchas é a cisteamina, comercialmente, Cysteamine® creme. Trata-se de um composto naturalmente presente no organismo humano, que segundo estudos reduz a pigmentação da pele.

A fórmula mostrou-se como um antioxidante superpotente que atua em diversas vias da formação do melasma, pois age contra a peroxidase e tirosinase, ou seja, as duas principais enzimas da melanogênese. Por não ter ação mutangênica ou carcinogênica é considerada como promissora para o tratamento, aguardamos a liberação no Brasil.

Outras formas de tratamento podem combinadas ao tratamento clínico como peelings químicos, microagulhamento e lasers, por exemplo, Q-switch.

Tratar o melasma é um grande desafio, por ser crônico e apresentar grande recorrência após exposição solar.  Por isso enfatizo que o uso de protetor solar com cor associado a cremes despigmentantes constituem a base fundamental no tratamento do melasma. É primordial seguir o tratamento de forma correta e também cuidar-se: usar sombrinhas, bonés e roupas com fator de proteção, evitar os horários de pico dos raios UV (10h às 16h). Não esquecer de usar protetor até mesmo quando nos expomos às luzes do dia a dia.

Procurar o dermatologista é essencial para saber qual o tipo de melasma e indicações para o tratamento correto, restou alguma dúvida? Agende uma consulta, será um prazer cuidar da sua pele!