Alopecia-2

Alopecia areata é uma condição de saúde que provoca a queda de cabelos e/ou pelos do corpo, também conhecia por pelada. Geralmente afeta o couro cabeludo, deixando falhas circulares com a pele exposta, podendo haver a perda total do cabelo se não houver tratamento.

Diversos são os fatores que estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e a relação com o sistema imunológico. A Alopecia areata não é uma doença contagiosa, pois sua causa origina do próprio organismo, devido as condições que também podem desencadear a doença como: fatores emocionais. Em alguns casos há relação entre a alopecia areata e dermatite atópica e disfunções da tireoide, por isso é importante investigar com o médico dermatologista esses aspectos. O cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo havendo perda total. Isto ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantém inativos pela inflamação. Portanto, novos surtos podem ocorrer, dependendo de cada caso.

O principal sintoma é a queda dos cabelos com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas sem demais alterações.  A pele é lisa e brilhante e os pelos ao redor da placa, saem facilmente se forem puxados. Os cabelos quando renascem, podem ser brancos e com o tempo, volta a cor normal.

Geralmente o tratamento é a base de corticosteroides, minoxidil e antralina e mais recentemente os inibidores da JAK (enzima janus quinase) apresentaram-se com resultados animadores. Corticoesteroides injetáveis podem ser usados em áreas bem delimitadas do couro cabeludo ou do corpo, esta opção deve ser usada pelo dermatologista em conjunto com o paciente.

A aplicação tópica de cremes contendo corticoesteroides é uma opção menos eficaz do que a injeção, porém bastante usada. A antralina, uma substância com propriedades antiproliferativas, tem sido empregada com resultados variáveis. Para casos mais avançados como os de alopecia areata universal  ou total, os inibidores da JAK são uma das possibilidades, os estudos mostraram bons resultados, mas ainda são necessários acompanhamento a longo prazo dos pacientes e estudos com mais qualidade científica para enfim serem usados pela maioria dos dermatologistas.

Os tratamentos visam controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam. Essas substâncias estimulam o folículo a produzir cabelo novamente. O diagnóstico pode ser feito pela simples aparência das áreas em que houve a queda de cabelo associada a tricoscopia.

Não há formas de prevenir a doença, porém é importante manter-se bem informado sobre os tratamentos disponíveis e sempre consultar o médico e o ideal é evitar o estresse. Ainda não existe cura para a alopecia areata, mas as formas de tratamento irão interromper a queda dos cabelos e proporcionar o crescimento de novos fios.

Consulte o dermatologista para saber qual a melhor forma de tratamento e fazer o diagnóstico correto.