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Lúpus é uma doença crônica autoimune, ou seja, o sistema imunológico reage contra as células da própria pessoa, causando danos e pode acometer vários órgãos internos ou somente na pele. Acomete, preferencialmente, as mulheres mais jovens. Há uma desregulação do sistema imune que determina a produção de anticorpos que irão ocasionar a doença.

O lúpus cutâneo manifesta-se apenas com manchas na pele, geralmente avermelhadas, principalmente nas áreas que ficam expostas a luz solar, rosto, orelhas, colo e nos braços. Outro tipo de lúpus é o sistêmico, é o que afeta vários órgãos. Por se tratar de uma doença do sistema imunológico, que é responsável pela produção de anticorpos, quando se tem o lúpus, pode-se ter diferentes tipos de sintomas.

Lesões de pele, ocorrem cerca de 80% dos casos, ao longo da evolução da doença. As lesões mais características são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, com aspecto visual que lembra asas de borboleta. Na pele também pode ocorrer vasculite (inflamação de pequenos vasos), causando manchas vermelhas ou vinhosas. Outra característica do lúpus é a fotossensibilidade, pois após pouca exposição ao sol ou ambientes iluminados podem surgir manchas na pele tanto quanto sintomas gerais cansaço ou febre. A queda de cabelo é muito frequente, mas ocorre tipicamente nas fases ativas da doença, pode ser uma causa reversível ou não, dependendo do grau do acometimento. Nos casos que afetam os órgãos internos, pode haver dor e inchaço das articulações, dificuldade para respirar, redução do funcionamento dos rins, desmaios, convulsões e tromboses. Geralmente, o diagnóstico depende da comprovação dos órgãos atingidos, exames laboratoriais e biopsias.

Além da proteção solar rigorosa, as diferentes formas de lúpus demandam diferentes formas de tratamento, o qual baseia-se no uso de medicamentos que reduzem a inflamação no organismo e da pele, conhecidos por imunossupressores, anti-inflamatórios e esteroides.

Por se tratar de uma doença por predisposição genética, não há medidas específicas que previnam o seu surgimento. Mas o diagnóstico e o início do tratamento precoce levam a menor dano no organismo.  Quando o lúpus que acomete somente a pele, pode ocorrer controle completo da doença, porém é necessário fazer acompanhamento médico, mesmo se estiver sem sintomas. A doença tem caráter crônico e pode retornar de maneira silenciosa.  Apesar de não existir cura para o lúpus, os tratamentos são voltados para a melhora da qualidade de vida do paciente e que podem ajudar a diminuir as crises, assim também são importantes abordagens terapêuticas para reduzir o estresse (atividade física, meditação).

Procure sempre o médico especialista dermatologista ou reumatologista em caso de suspeita de lúpus.