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A psoríase é uma doença inflamatória crônica, que provoca placas avermelhadas espessas na pele, cobertas por escamas esbranquiçadas ou prateadas.

Essas lesões podem resultar em coceira, dor e descamação.

É um quadro cíclico (apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente). Importante destacar que a doença não é contagiosa.

Pode aparecer em qualquer idade, apesar de ser mais comum em adultos e jovens, de 20 a 40 anos. Existem vários tipos de psoríase, sendo a psoríase em placas a mais comum (atinge 85-90% dos pacientes).

Conheça:

– Psoríase em placas ou vulgar: placas avermelhadas na pele, cobertas com escamas esbranquiçadas ou prateadas, que podem coçar, doer e até sangrar. As lesões podem atingir qualquer área do corpo, embora sejam mais comuns no couro cabeludo, cotovelos e joelhos.
– Psoríase artropática (artrite psoriásica): Atinge cerca de 10-40% dos pacientes com psoríase, podendo se apresentar como artrites, entesites (tipo específico de tendinite) ou dores na coluna que são piores pela manhã.
– Psoríase invertida: atinge regiões de dobras da pele, como axilas, virilha e a região abaixo da mama. Produz lesões avermelhadas, porém sem escamas.
– Psoríase gutata (ou psoríase em gota): consiste em pequenas, porém numerosas lesões arredondadas avermelhadas e descamativas, predominantemente no tronco.
– Psoríase pustulosa: caracterizada pelo aparecimento de vesículas ou bolhas de pus não infeccioso, geralmente nas palmas e plantas, mas pode ser difusa (casos mais graves podendo causar até febre).
– Psoríase eritrodérmica: apresenta uma vermelhidão generalizada. É o tipo menos comum da psoríase. Os sintomas podem ser desencadeados nos pacientes com psoríase, devido a agressões à pele, como queimaduras, pela interrupção abrupta do uso de medicamentos (como corticoides), infecções ou pela falta de controle de outro tipo de psoríase.
– Psoríase ungueal: atinge as unhas das mãos e/ou pés, gerando descamação, descolamento, manchas ou irregularidades na superfície da unha.

 As áreas mais afetadas são:

  • Couro cabeludo, áreas flexoras, como cotovelos, axilas, joelhos…
  • Área genital (Psoríase Invertida)
  • Palmo-plantar (mãos)
  • Disseminada.⠀

 Fatores que podem contribuir para desencadear as lesões (gatilhos): estresse, lesões e machucados anteriores na pele (vacinas, queimaduras de sol e arranhões) e uso de algumas medicações (como lítio, medicamentos antimaláricos e anti-hipertensivos), podem facilitar o aparecimento da psoríase.

 Em muitos casos, o quadro pode acabar afetando a qualidade de vida e autoestima do paciente.

A psoríase não tem cura, mas tem controle através de diversas terapias tópicas ou sistêmicas, minimizando a dor, as lesões e a melhorando a qualidade de vida do paciente.
Estes tratamentos podem incluir diversos tipos de pomadas, luz ultravioleta, retinóides orais, imunossupressores orais e biológicos injetáveis. A frequência e o tipo do tratamento depende da gravidade e extensão das lesões, se tem artrite ou doença inflamatória intestinal ou uveíte associados, se outros fatores como obesidade, doenças hepáticas ou renais, e hipertensão, que podem limitar determinados medicamentos.

Também é importante ter acompanhamento nutricional. O papel da nutrição é combater os efeitos secundários mencionados e prevenir o agravamento da própria doença, minimizando o risco do surgimento de novas lesões na pele.

 Cerca de 5 milhões de brasileiros são portadores da psoríase, de acordo com a União das Associações de Portadores de Psoríase do Brasil. ⠀

No caso de sintomas, procure seu dermatologista e comece o acompanhamento/tratamento.