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Pintas espalhados pelo corpo, quem não as apresentam? Diria que a maioria da população brasileira. Apesar de nem sempre apresentarem algum risco, é preciso ficar atento. O uso do protetor solar é um fator essencial de cuidado e prevenção ao câncer de pele, aplicar a cada 3 horas deve ser um hábito diário. Sabemos que fatores hereditários e a exposição solar podem modificar as pintas do corpo com o tempo, por isso a preocupação com o surgimento de um câncer de pele conhecido por melanoma.

Cada vez mais diagnósticos desse câncer que pode ser fatal ocorrem no país, representa 1% dos casos de câncer de pele, mas é a causa da maioria das mortes pela doença. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) para cada ano do biênio 2018/2019 sejam diagnosticados 6260 novos casos de câncer de pele tipo melanoma no Brasil.

Cientificamente, as pintas são chamadas de nevos melanocíticos, pequenas manchas marrons regulares na pele, salientes ou não. A maioria das pintas surgem a partir das informações dos nossos genes, pois somos programados para desenvolve-las até os 35 anos, além de que a exposição solar também pode favorecer a formação. Os nevos atípicos ou displásicos são nevos que merecem atenção, pois são maiores que 0,6 cm, apresentam cores e formatos diversos e podem sofrer modificações mais intensas ao longo da vida.

Pessoas com dez ou mais nevos displásicos possuem maiores chances de desenvolver o melanoma. Mas apenas o dermatologista é capaz de identificar uma pinta com maior risco após exame físico com o dermatoscópio, aparelho em formato de lupa que permite visualizar os nevos ampliados em 10 vezes. Os nevos são tanto geneticamente programados para se desenvolverem, mas a radiação solar também contribui para o aumento.

Fazer exames regulares é a melhor forma de perceber alguma irregularidade, pois ao ser diagnosticado precocemente, há enormes chances de cura para o câncer de pele, por isso é importante observar a própria pele constantemente. Observe sua pele 1x/mês pelo menos, olhe regiões como entre os dedos dos pés, plantas dos pés, palma das mãos. Também é importante observar modificações na coloração das unhas como surgimento de linhas escuras e irregulares.

Para prevenir, é importante fazer a dermatoscopia dos nevos no mínimo 1 vez ao ano com o dermatologista e usar fotoproteção diariamente.

Alguns casos devem ter atenção redobrada, avaliar as pintas a cada pelo menos 6 meses, como pessoas com:

– pele e olhos claros;

– histórico pessoal ou familiar de câncer de pele e/ou melanoma;

– mais de 100 nevos espalhados pelo corpo;

– sardas;

– sensibilidade ao sol: queimam-se facialmente e não se bronzeiam.

A maioria dos nevos não exige tratamento. Caso ocorra dúvidas, como pintas que sofrem constante irritação, é necessário a remoção para o diagnóstico.

Consulte o dermatologista regularmente e fique atento aos sinais do seu corpo!