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Queda de cabelo é um dos assuntos de maior procura no consultório e algumas alternativas complementares de tratamento merecem atenção. A fotobiomodulação é conhecida como terapia de laser (ou luz) de baixo nível de intensidade (LLLT), apesar de presente na área médica desde a década de 60, é uma modalidade pouco conhecida e estudada.

Já era utilizada para cicatrização de feridas, regeneração de nevos, controle da dor e até zumbido. Seu potencial foi descoberto pela primeira vez em 1967 por Endre Mester, após induzir inadvertidamente o crescimento capilar em ratos experimentais usando um laser de rubi. Em 2007, um dispositivo conhecido por HairMax LaserComb (Lexington International) tornou-se o primeiro dispositivo de LLLT a receber autorização da FDA (Food and Drug Administration) dos EUA para tratamento de queda de cabelo em homens e em 2001 foi autorizado para uso em mulheres.  Vários estudos demonstraram que é seguro e potencialmente eficaz por si só ou em combinação com outras terapias padrão.  

Na fotobiomodulação usa-se luz dentro da faixa do vermelho visível (600 – 700nm) ou infravermelho, que é produzido por uma fonte de laser ou LED, esses são os comprimentos de onda no qual há absorção máxima de luz.  Ao contrário dos lasers regulares, que produzem aquecimento ou abalação dos tecidos, a absorção de luz por um cromóforo no PBM produz efeito fotoquímico análogo à fotossíntese nas plantas. A luz atua nas mitocôndrias e aumenta a expressão de moléculas de sinalização da via Wnt/B-catenina e esta envolvida na iniciação do crescimento e desenvolvimento dos folículos capilares.

São disponíveis em aparelhos com diversos formatos que incluem bonés ou capacetes, assim o uso não é dependente das mãos e também em formato de pente ou escovas, faixas de cabelo, o que depende da movimentação das mãos, porém podem ter uma melhor penetração da luz no folículo. Modelos com diodos emissores de luz (LEDs) são mais baratos do que os lasers, pois são fonte de luz incorente e não colimada, larga de banda maior, por isso em comparação com os dispositivos de laser não requerem considerações de segurança, o que facilita o uso doméstico.

Atualmente, muitos dispositivos de fotobiomodulação disponíveis tem fontes de luz que consistem apenas em LED ou combinação de laser e LED e podem ser usados como tratamentos de perda de cabelos.

Na alopecia androgenética é seguro e eficaz sozinho ou em combinação com terapias.

Apesar do mecanismo pouco compreendido, aumenta da proliferação de celular na matriz do folículo piloso, favorece a ativação mitocondrial e aumento dos folículos telógenos até a fase anágena e prolongar sua duração, resultando em cabelos mais longos e grossos. Opção interessante para mulheres no período gestacional e amamentação.

Quanto ao líquen plano pilar, apresentou diminuiu a inflamação, eritema descamação em associação com outras terapias.

Entre as principais causas de queda de cabelo em que se apresenta estudos disponíveis podemos citar que algumas indicações, todavia só adquira um aparelho deste após consulta e indicação pelo seu dermatologista, pois este profissional será responsável por indicar precisamente o tratamento que deve feito em associação ao uso do aparelhos.